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Whey protein suplemento esportivo

Whey Protein: descubra os mitos e verdades por trás do suplemento

Um dos suplementos mais famosos dentro das academias é o Whey Protein. Mas você sabe o que é e para que serve o produto? Neste texto, eu vou te contar um pouco mais sobre esse suplemento que é tão utilizado pelo público esportivo, além de esclarecer alguns mitos e verdades sobre seu consumo.

Se você já toma ou pensa em começar a fazer uso do produto, vem comigo e esclareça agora as principais dúvidas! Acompanhe!

O que é Whey Protein?

O suplemento Whey Protein nada mais é que a proteína isolada do soro do leite. Sendo assim, é um produto de alto valor biológico, com grande concentração de proteínas e aminoácidos.

O soro do leite é obtido a partir da produção de queijos ou extraído diretamente do leite. Após a separação, o soro passa por diversos processos até chegar no produto final, o Whey Protein. Ele é utilizado pelas indústrias tanto na formulação de produtos alimentícios, quanto na produção dos suplementos esportivos.

O produto possui em sua composição todos os aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que o nosso organismo não produz e precisamos ingerir através da alimentação. Além disso, é uma proteína de rápida absorção. Essas são as grandes vantagens do Whey Protein e que o diferenciam de outras proteínas, como a caseína e a albumina.

Muitas vezes as pessoas confundem os suplementos alimentares com anabolizantes. Devemos deixar claro que o Whey Protein é um produto obtido a partir de alimentos naturais. Os anabolizantes são medicamentos utilizados, em geral de forma errônea, por pessoas que buscam rápidos resultados em academias. Normalmente são compostos pelos hormônios testosterona e de crescimento (GH). Então, um não tem nada a ver com o outro.

Os principais tipos de Whey Protein

Concentrado

É formado, principalmente, por proteína (aproximadamente 80%), mas contém pequenas concentrações de carboidrato e gorduras provindas do leite. Nesta forma, a proteína está em sua forma íntegra e possui grandes concentrações de lactose. Portanto, algumas pessoas podem ter dificuldade para digerir.

Isolado

O Whey Protein isolado passa por um processo maior de filtragem, por isso possui menos carboidratos e gorduras. Em geral, aproximadamente 95% da sua composição é proteínas.

Hidrolisado

Diferentemente dos outros dois tipos, em que a proteína está na sua forma íntegra, na versão hidrolisada a proteína passa por um processo prévio de “quebra” e fica disponível na forma de aminoácidos livres. Portanto, sua absorção é melhor e mais rápida do que nos outros tipos.

Benefícios do Whey Protein para praticantes de atividade física

  • Ajuda a suprir a necessidade diária de proteínas;
  • Trabalha na síntese de proteínas para o aumento de músculos;
  • Fornece nutrientes para a recuperação muscular;
  • Melhora o sistema imunológico;
  • Auxilia na manutenção óssea;
  • Atua na saciedade, consequentemente favorece o emagrecimento.

Quando e como consumir Whey Protein?

Apesar de ser muito utilizado no pós-treino, para auxiliar o músculo a se recuperar do desgaste causado pelo exercício físico, o Whey Protein pode ser consumido em diferentes horários.

Você pode utilizá-lo desde lanches, até qualquer outro tipo de refeição do dia, a fim de equilibrar o consumo de proteínas. Não existe uma regra quanto ao horário, devem ser avaliadas as condições e necessidades de cada pessoa.

Pode ser consumido com água, leite ou polvilhado sobre alimentos, como frutas etc. Para melhor aproveitamento dos nutrientes e benefícios, não é recomendado aquecer ou utilizar em preparações feitas em forno ou fogão.

Também é importante lembrar que sem um planejamento alimentar elaborado de forma individual, é bem provável que você não aproveite todos os benefícios do Whey Protein. Isso porque ele precisa ser encaixado dentro do seu dia a dia, a fim de manter um equilíbrio com o restante de proteínas que você ingere.

Mitos e verdades sobre Whey Protein

Quanto mais Whey Protein tomar, melhor – MITO.

Cuidado, proteína demais sobrecarrega o fígado e pode trazer graves consequências à saúde.

Whey Protein é uma alternativa para refeições práticas – VERDADE.

É prático e rápido, podendo ser utilizado em shakes e frutas.

Tomo mundo que treina precisa tomar Whey Protein – MITO.

Deve ser avaliada a necessidade individual de cada pessoa.

Só deve tomar Whey Protein quem faz exercício físico – MITO.

O objetivo do produto é suprir as necessidades nutricionais, portanto pode ser indicado até mesmo para crianças e idosos.

Devo ter cuidado com a adulteração de produtos – VERDADE.

Infelizmente, algumas marcas não oferecem as quantidades de proteínas indicadas no rótulo. Por isso, devemos investir em marcas mais conhecidas e que possuem registro de órgãos fiscalizadores.

Agora você já sabe o que é e quais são os benefícios do Whey Protein, principalmente na prática de musculação ou alguma atividade física.

Quer começar a utilizar o produto? Agende sua consulta, vamos fazer sua avaliação individual e encaixar o suplemento no seu dia a dia. Assim, garantimos o máximo de resultados e sem jogar seu dinheiro fora! Clique aqui e fale comigo.

Atividade física e nutrição esportiva

Atividade física e nutrição esportiva: conheça os benefícios!

Quando falamos de saúde, o conjunto alimentação e atividade física ganha destaque por promover diversos benefícios ao nosso organismo. Na ciência, chamamos a área de nutrição esportiva.

O estilo de vida ativo é um dos maiores determinantes da saúde das pessoas. Independentemente de sexo, idade e profissão, a atividade física acarreta melhoras na qualidade de vida em todos os aspectos. Já a nutrição trabalha em conjunto com a atividade física.

É possível emagrecer ou ganhar peso só com mudanças alimentares? Sim! Porém, aliar atividade física facilita muito ambos os processos e traz ganhos maiores e mais duradouros.

Que tipo de atividade física preciso praticar?

Não existe uma regra. Tudo dependerá do seu objetivo e do que você gosta. Você pode fazer uma ou diversas modalidades de atividades. Basta conversar com seu profissional de educação física, para encontrar os tipos mais adequados para você.

Na verdade, atividade física consiste em qualquer movimento corporal, produzido por músculos esqueléticos, que exija gasto de energia, incluindo atividades recreativas ou de lazer (caminhada e ciclismo), atividades no trabalho, tarefas domésticas, jogos e esportes. Já o exercício físico consiste em uma subcategoria de atividade física, de caráter planejado, estruturado e repetitivo, que visa melhorar ou manter um ou mais componentes da aptidão física.

Recomenda-se que adultos saudáveis com idade entre 18 e 64 anos pratiquem, no mínimo, 150 minutos de atividade de intensidade moderada ou, pelo menos, 75 minutos de atividade de intensidade rigorosa, durante a semana.

Sedentarismo e doenças relacionadas

Nos últimos anos, o número de mortes por doenças não transmissíveis aumentou em todo o mundo. As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de mortalidade. Fortes evidências demonstram que a atividade física reduz o risco de hipertensão, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes, depressão, câncer de mama e de cólon. Além disso, ajuda no controle do peso, fortalece os ossos, reduz o estresse, melhora a disposição e o convívio social.

A falta de tempo ocasionada pelas mudanças no estilo de vida moderno, como a rotina de trabalho, estudos e cuidados com a casa, compromete a prática de atividade física e expõe a população à maior risco de doenças crônicas não transmissíveis.

O desenvolvimento de máquinas e equipamentos diminuiu boa parte do trabalho do homem e, consequentemente, o gasto de energia. Além disso, a maior parte da população andava a pé ou de bicicleta, mas, hoje, os principais meios de transporte são os ônibus e os carros. Todas essas mudanças trouxeram consequências negativas para a alimentação e tornaram as pessoas sedentárias.

As taxas de inatividade física continuam elevadas. Entre os principais aspectos relacionados a esse comportamento sedentário estão a distância entre os domicílios e os locais indicados para a prática da atividade, falta de tempo, motivação e apoio social.

Atualmente, a obesidade é reconhecida como uma epidemia mundial, que atinge milhões de crianças, adolescentes e adultos em países desenvolvidos e em desenvolvimento, tornando-se um problema de saúde pública.

Nutrição esportiva, dieta e atividade física

A dietoterapia é forte aliada na redução da gordura corporal. No entanto, o tratamento dietético é melhor sucedido quando associado a prática de atividade física, promovendo um balanço energético negativo. Além disso, para a manutenção do peso, é importante que as mudanças na alimentação e a prática de atividade física se tornem um hábito e persistam pela vida toda.

A nutrição é muito importante para quem pratica atividade física, pois dá o aporte nutricional necessário para a realização da atividade. Veja alguns benefícios da alimentação correta e planejada na atividade física:

  • Evita a perda de massa magra, como os músculos;
  • Oferece nutrientes necessários para a recuperação do corpo;
  • Dá energia para a realização da atividade;
  • Regula as necessidades energéticas, possibilitando o emagrecimento ou ganho de massa muscular.
  • Ajuda a diminuir as chances de lesões.

A nutrição esportiva deve ser individualizada, pois a necessidade calórica varia conforme a idade, peso, estatura, sexo e tipo de atividade física. Saber quanto, quando e como inserir determinados alimentos na dieta é a chave para o sucesso tanto no emagrecimento quanto na hipertrofia.

Gostou desse post? Então, aproveite para ler também “Dietas restritivas e os seus malefícios à saúde”.

Dietas restritivas e os malefícios à saúde

Dietas restritivas e os seus malefícios à saúde

Emagrecer não é um processo simples, mas pode ser mais fácil do que você imagina. O segredo é executá-lo de forma correta. A reeducação alimentar é a melhor saída para comer bem, ter saúde, viver feliz e, consequentemente, emagrecer. Para começar, passe longe de dietas restritivas.

A busca pelo peso ideal ou o corpo perfeito faz com que as pessoas procurem alternativas fáceis e rápidas de emagrecimento. A culpa não é sua, afinal, quem não gostaria de perder 10kg em um mês e ainda se manter saudável?! Mas, infelizmente, não é assim que as coisas funcionam.

Existem muitas informações erradas sendo divulgadas por pessoas que não possuem conhecimento e formação na área da nutrição. Nesse texto, conto as principais para você. Acompanhe!

O que acontece quando começo uma dieta restritiva?

A restrição alimentar ou o “terrorismo alimentar”, como é chamada por algumas pessoas, caracteriza-se por uma série de regras alimentares a serem cumpridas. Esse tipo de alimentação traz diversas consequências ruins que, inclusive, podem atrapalhar o emagrecimento e favorecer o ganho de peso.

Todo mundo conhece alguém que no primeiro mês de dieta emagreceu, mas no segundo recuperou tudo o que havia perdido e mais um pouco. O famoso efeito sanfona.

Uma dieta restritiva até pode levar a perda de peso rápida, mas, normalmente, são difíceis de serem mantidas a longo prazo. Estudos mostram que 95% das pessoas que fizeram dieta restritiva não conseguiram mantê-la e, posteriormente, recuperaram ou aumentaram de peso.

Quer saber o que realmente acontece quando fizemos dietas radicais que prometem emagrecimento rápido e milagroso? Bem, depois de algum tempo, o corpo começa a perceber os efeitos dessa restrição e procura alternativas para se manter ativo. O nosso organismo começa a gastar menos energia e armazenar mais. Metabolismo lento, já ouviu falar sobre isso?

Pois é exatamente isso que acontece. Se o corpo não está recebendo energia suficiente, ele se adapta para não gastar o pouco que ainda resta para seu funcionamento básico. Dessa forma, ele trabalha com o mínimo de esforço possível, para não gastar calorias.

Carboidratos: vilões ou mocinhos?

O carboidrato é o principal alvo das dietas restritivas. As dietas low carb, carbo zero ou cetogênica podem até funcionar para determinado público, mas não funcionam para a maioria.

O cérebro se alimenta, basicamente, de glicose (produto da digestão de carboidratos). Quando o corpo não recebe carboidratos suficientemente, ele produz glicose através de outros componentes do nosso organismo, como por exemplo os músculos.

Nesse processo, o corpo produz compostos tóxicos ao organismo que precisam ser eliminados através da urina, fazendo com que eliminemos mais água. Dessa forma, o peso perdido na balança é de músculos e água. O que não é interessante, pois queremos perder gordura e não massa magra.

Além disso, quando retiramos o carboidrato do prato, logo aparecem sintomas como irritação, tontura, mal humor, dores de cabeça e falta de concentração, que contribuem para a desistência da dieta e recuperação do peso.

Compulsão alimentar e outras doenças

Cuidado com a qualidade da dieta! A falta de certos nutrientes, ocasionada pela exclusão de certos grupos alimentares, pode afetar o funcionamento do organismo e do sistema imunológico, abrindo espaço para o desenvolvimento de doenças.

A obsessão pela alimentação pode tornar-se vilã da saúde. A maioria dos transtornos alimentares, por exemplo, são desencadeados por dietas restritivas. O ciclo da compulsão acontece, mais ou menos, da seguinte forma:

  • Você está com baixa autoestima e insatisfeita com o peso. Então, resolve iniciar uma dieta da internet.
  • Essas dietas costumam separar os alimentos como proibidos e liberados.
  • Bate aquela vontade de comer um chocolate. Então, você come um “doce fit”, porque chocolate é proibido. Porém, não fica satisfeito porque não era aquilo que você precisava no momento.
  • O chocolate não sai da sua cabeça. Você se sente triste e ansioso por isso e não consegue controlar a sua vontade. Come o chocolate.
  • Depois de comer o tal chocolate, você se sente triste por ter falhado e come ainda mais para se confortar.
  • Depois do descontrole, você resolve iniciar outra dieta da moda e o ciclo se repete.

A dica é: não exclua os alimentos para sempre! Aprenda quando e como encaixá-los na sua alimentação e rotina.

Comer um chocolate quando sentir vontade e depois voltar para a sua alimentação programada não vai te engordar. Você não precisa comer sempre 100% certo ou chutar o balde. É possível comer uma fatia sem precisar comer o bolo todo. Busque sempre o equilíbrio!

Na consulta nutricional, conversamos muito sobre isso e dou várias dicas a partir do conhecimento dos seus hábitos particulares e da sua rotina. A nutricionista é a profissional que pode te ajudar a quebrar esse ciclo. Se você é de Porto Alegre ou região, clique aqui e fale comigo!

Alimentos processados

O que são alimentos processados e quais riscos eles oferecem à saúde?

Você sabia que os alimentos são classificados conforme o seu grau de processamento? Bem, eles são! Além dos alimentos processados, temos mais três categorias: in natura, minimamente processados e ultraprocessados. O que define qual categoria certo alimento se enquadra é o tipo e quantidade de processos que ele sofre após deixar a natureza.

Nesse post, vou te ajudar a entender melhor o que é cada um deles e quais são os mais indicados para mantermos a saúde em dia. Confira!

Alimentos in natura

A primeira categoria é formada pelos alimentos in natura, que são, predominantemente, de origem vegetal. Após serem retirados da natureza, os alimentos in natura não sofrem nenhuma alteração de sua forma original. Assim, preservam sua qualidade nutricional, seu sabor e são mais sustentáveis. Essa categoria inclui todas as frutas, as verduras e os ovos.

Alimentos minimamente processados

A segunda categoria é formada pelos alimentos minimamente processados. São aqueles que sofreram processos mínimos, mas que conservam seu valor nutricional, sabor e seu estado fresco. Esses processos, geralmente, tornam os alimentos mais seguros para o consumo humano.

Geralmente, são alimentos descascados ou cortados, lavados e submetidos à sanitização. Os processos mínimos incluem, ainda, seleção, limpeza e embalagem, procedimentos que não alteram as características sensoriais. Essa categoria inclui carnes (frescas, resfriadas, congeladas), feijão, arroz, farinhas e macarrão.

Alimentos processados

A terceira categoria abrange os produtos processados e corresponde a produtos fabricados pela indústria, a partir de alimentos in natura ou minimamente processados, mas com a adição de sal ou açúcar. Estes produtos são feitos com a intenção de aumentar a durabilidade do alimento e torná-lo mais agradável ao nosso paladar. Exemplos dessa categoria são os enlatados, as carnes secas e os queijos.

Alimentos ultraprocessados

Os produtos que correspondem à quarta categoria são os ultraprocessados. Trata-se de formulações industriais que passaram por diversas etapas durante sua produção. Normalmente, são produzidos por grandes indústrias e fabricados em grandes quantidades para abastecimento de comércios.

Nessas produções são usadas substâncias extraídas de óleos, gorduras hidrogenadas, amido modificado, proteínas e substâncias sintetizadas em laboratórios (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários outros tipos de aditivos). Entre os alimentos ultraprocessados estão os refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, empanados, sorvetes, guloseimas em geral e macarrão instantâneo.

Quais alimentos devo preferir consumir?

O avanço da tecnologia e a mudança nos sistemas de produção dos alimentos, desde a agricultura até a comercialização, desencadeou processos prejudiciais à nossa saúde, uma vez que os alimentos produzidos pela indústria são de baixíssima qualidade nutricional.

Pode parecer óbvio, mas é sempre bom lembrar. Os alimentos da primeira e segunda categoria devem ser a base da nossa alimentação. Quanto menos processos o alimento é submetido, mais puro e nutritivo ele é. Dietas ricas em frutas e verduras, que compõem a primeira categoria, possuem efeito protetor contra doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, obesidade, diabetes mellitus tipo dois, doenças cardiovasculares e câncer.

Já os alimentos processados devem ser consumidos com moderação e os ultraprocessados evitados ao máximo. Isso porque, além de serem ricos em gorduras, sódio e açúcares, os alimentos ultraprocessados tendem a ser muito pobres em fibras, vitaminas, minerais e outros nutrientes que são importantes para a manutenção da saúde.

A ingestão excessiva de sódio tem sido relacionada com a elevação da pressão arterial. Já a de açúcar está relacionada à má alimentação, ganho de peso corporal e risco de doenças crônicas.

Agora você já sabe o que são os alimentos processados e quais categorias de alimentos devem ser priorizadas. Se precisar de ajuda para organizar sua alimentação, clique aqui e fale comigo!

Anemia por deficiência de ferro: causas, sintomas e tratamento

Anemia por deficiência de ferro: causas, sintomas e tratamento

A anemia por deficiência de ferro, ou anemia ferropriva, é o tipo mais comum da doença e ocorre pela carência de ferro no nosso organismo, o qual se torna insuficiente para produzir hemoglobina.

Acontece da seguinte forma: o ferro produz a hemoglobina, uma proteína que fica dentro dos glóbulos vermelhos (células do sangue) e tem capacidade de se ligar a moléculas de oxigênio. Como os glóbulos vermelhos circulam por todo o corpo, esse processo acaba sendo responsável por transportar oxigênio para todos os outros tecidos e células do organismo.

Sem ferro não há produção de hemoglobina e esse transporte não acontece, o que implica em diversos riscos à saúde.

Afinal, o que é o ferro?

O ferro é um micronutriente essencial ao nosso organismo e deve ser consumido através da alimentação. Existem duas formas de encontrar o ferro nos alimentos: ferro heme (alimentos de origem animal) e ferro não heme (alimentos de origem vegetal).

Provavelmente, você já deve ter ouvido falar em ferro animal e ferro vegetal e é exatamente isso que diferencia esses dois tipos. Esta é apenas a nomenclatura utilizada pela ciência.

Quais são os sintomas da anemia ferropriva?

Falta de energia, dificuldades em realizar exercícios físicos, palidez, sono, fadiga, desânimo, cansaço extremo e tonturas são os sinais mais comuns e os primeiros a serem percebidos.

Além disso, pessoas com anemia por deficiência de ferro podem apresentar queda de cabelos, pálpebras descoradas, unhas em forma de colher, fissuras labiais, mudanças de cor e inchaço na língua e dificuldades em sentir os sabores, devido à perda das papilas gustativas.

Em crianças, também pode haver crescimento e aprendizagem inadequados.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico desse tipo de anemia deve ser feito através de avaliação clínica, para determinar possíveis causas e deficiências na alimentação. Além disso, deve ser confirmado por exames laboratoriais.

Normalmente, solicita-se os seguintes exames:

  • Hemograma completo: analisa se os níveis de hemoglobina e o tamanho dos glóbulos vermelhos estão adequados. Glóbulos vermelhos muito pequenos e com pouca pigmentação são parâmetros de anemia;
  • Ferro sério: verifica a quantidade de ferro presente no sangue;
  • Ferritina: avalia os estoques de ferro no organismo.

Como tratar a anemia por deficiência de ferro?

O tratamento da anemia por deficiência de ferro, depois do diagnóstico, consiste em suplementação de ferro. É importante ressaltar que a alimentação previne, mas não trata anemia. Somente a suplementação é capaz de repor as quantidades de ferro no organismo.

O tempo de suplementação e a dosagem variam conforme o grau da doença e devem ser prescritos por uma nutricionista ou médico, por meio dos resultados dos exames.

Além da suplementação, também é preciso tratar a causa, que pode ser má alimentação, problemas intestinais, parasitoses ou outros. Durante e após o tratamento, é importante manter uma alimentação adequada, ingerindo a quantidade diária recomendada para este micronutriente.

Quais são as fontes alimentares de ferro?

Ferro heme

O ferro de origem animal é melhor absorvido pelo nosso organismo e não sofre interferência de nenhum outro alimento ou nutriente.

Ele é encontrado, especialmente, na carne vermelha e em vísceras (fígado, coração) de animais. Mas também está presente na carne de aves, peixes e nos ovos.

Ferro não heme

O ferro de origem vegetal pode sofrer alterações durante o processo de absorção. Alguns nutrientes ou componentes alimentares da refeição são capazes de aumentar ou diminuir sua capacidade de absorção.

Inclusive, se você é vegetariano e consome apenas o ferro presente nos alimentos vegetais, é fundamental ter o acompanhamento de uma nutricionista para organizar sua alimentação adequadamente!

Nos vegetais, o ferro é encontrado nas verduras de folhas escuras (espinafre, brócolis, couve e salsa), nas leguminosas (feijões, lentilhas, grão-de-bico, ervilha e soja) e nas frutas e oleaginosas (uvas, maçãs, nozes, amêndoas e castanhas).

Algumas dicas da nutri para absorver melhor o ferro!

  • Os alimentos ricos em vitamina C potencializam a absorção. Por isso, consuma laranja, limão, kiwi e acerola junto com os alimentos fontes de ferro;
  • Evite ingerir alimentos ricos em cafeína, como chás, chimarrão e café, especialmente próximo às principais refeições;
  • Não consuma leite e derivados junto às principais refeições, pois o cálcio presente nesses alimentos diminui a absorção do ferro;
  • Modere o consumo de alimentos ricos em oxalatos, como os cereais integrais;
  • Evite bebidas energéticas que contém taurina;
  • Evite o uso de remédios antiácidos.

Anemia por deficiência de ferro é uma doença séria, que pode ser muito prejudicial à saúde. Felizmente, tem tratamento. Portanto, se você apresenta alguns dos sintomas que comentei no texto, não deixe de procurar sua nutricionista ou um médico para fazer os exames necessários e, se preciso, iniciar a suplementação.

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Intolerância à lactose

Diferenças entre intolerância à lactose e alergia à proteína do leite de vaca

Alergias são reações do sistema de defesa do organismo, também conhecido como sistema imunológico, e podem ocorrer por diversos fatores. Alguns exemplos de agentes causadores das alergias são as proteínas dos alimentos, ácaros, pelos de animais, pólen, entre outros.

Dessa forma, surge a alergia à proteína do leite de vaca (ALPV), que é desencadeada pelas proteínas do leite da vaca (caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina). Ela é mais comum em crianças, principalmente em menores de 3 anos.

Diferentemente da ALPV, a intolerância à lactose se dá pela ausência ou deficiência da enzima lactase no organismo, que é responsável pela “quebra” da lactose, açúcar encontrado no leite e em produtos lácteos.

Para que o nosso organismo consiga absorver e utilizar a lactose, ela precisa ser “quebrada” em glicose e galactose. Porém, esse processo não ocorre em pessoas com intolerância, ocasionando os sintomas. É mais comum em adultos e idosos. Além disso, também pode acontecer em caso de doenças inflamatórias intestinais, dependendo da parte do intestino acometida.

Sintomas de alergia à proteína do leite de vaca

A ALPV apresenta sintomas variados, persistentes e repetitivos, podendo ocorrer um ou mais sintomas simultâneos.

  • Sintomas digestivos: cólicas, vômitos, dores, constipação, falta de apetite, sangue nas fezes, refluxo.
  • Sintomas respiratórios: asma, chiado no peito, tosse.
  • Sintomas cutâneos: urticária, dermatite atópica, coceiras.

Além disso, também pode ocorrer baixo ganho de peso e afetar o crescimento. Os sintomas aparecem em minutos, horas ou dias após a ingestão de leite de vaca ou derivados.

Sintomas de intolerância à lactose

Ao consumir produtos que contenham lactose, intolerantes apresentaram sintomas como cólicas, distensão abdominal, sensação de inchaço, diarreia e gases. Essas reações aparecem em minutos ou horas após a ingestão do leite ou derivados.

Como tratar a intolerância à lactose?

Não existe cura para a intolerância à lactose. Existe remissão dos sintomas, que acontece pela exclusão dos alimentos que contém lactose, ou seja, leite e derivados.

Hoje em dia, não é necessário privar-se totalmente desses alimentos, já que no mercado existem as versões “sem lactose”. Estes produtos são isentos dessa substância ou possuem a enzima lactase adicionada artificialmente em sua composição, o que possibilita o consumo entre os intolerantes.

A exclusão dos produtos também varia de acordo com o grau de intolerância. Algumas pessoas produzem uma determinada quantidade de lactase, com isso toleram a ingestão de alguns produtos que contém leite.

Como tratar a alergia à proteína do leite de vaca?

Diferentemente da intolerância à lactose, existe cura para a ALPV e é possível que o indivíduo volte a consumir os produtos sem apresentar sintomas no futuro.

O tratamento consiste na exclusão total de leite e produtos que contenham leite por um determinado período. Sem o consumo, o organismo para de produzir anticorpos que desencadeiam a reação alergia.

É importante salientar que para a eficácia do tratamento, o indivíduo não pode, em hipótese alguma, consumir algum produto que contenha leite durante o tempo de tratamento. Normalmente, crianças diagnosticadas com ALPV desenvolvem tolerância entre 1 e 6 anos de idade.

Alimentos que devem ser excluídos durante o tratamento da ALPV

  • Leite de vaca (todos os tipos: integral, desnatado, semi-desnatado, evaporado, reconstituído, fermentado, condensado, em pó, fluido, desidratado, maltado, sem lactose);
  • Queijo;
  • Leite e queijo de cabra, de ovelha e de búfala;
  • Iogurte, coalhada;
  • Petit suisse;
  • Bebida láctea;
  • Creme de leite;
  • Nata, coalho, creme azedo;
  • Soro do leite (whey protein);
  • Manteiga;
  • Margarina que contenha leite;
  • Ghee (manteiga clarificada);
  • Requeijão, cream cheese;
  • Molho branco;
  • Doce de leite, chantili, cremes doces, pudim;
  • Composto lácteo, mistura láctea (verificar se há traços de leite);
  • Pães, biscoitos, chocolates, massas e qualquer produto que contenha leite ou traços de leite.

Além disso, existem alguns aditivos que também devem ficar de fora, pois podem conter traços de leite. São eles: corantes, aromas ou sabores naturais de manteiga, caramelo, creme de coco, creme de baunilha e outros derivados de leite.

Seja você intolerante à lactose ou alérgico à proteína do leite de vaca, é importante buscar orientação nutricional para garantir uma vida com qualidade. Clique aqui e fale comigo. Eu posso ajudar!

Efeitos do álcool no organismo

Efeitos do álcool no organismo: emagrecimento e hipertrofia

As bebidas alcoólicas são consumidas por boa parte da população adulta. O maior consumo de álcool está entre os jovens adultos, principalmente os homens. Acontece que muitas dessas pessoas não possuem conhecimento sobre os reais efeitos do álcool no organismo e colocam em risco sua saúde.

Para começar, precisamos saber que o álcool, além de não ter valor nutricional algum, é uma substância que também contém calorias. Aliás, ele é mais calórico que os carboidratos e as proteínas, pois cada grama contém 7 kcal. Lembrando que estamos falando, exclusivamente, das calorias do álcool em si, e não da bebida como um todo. Sabe aquele drink com leite condensado, sucos e várias outras coisas? Ele vai muito além desse número!

O nosso corpo reconhece o álcool como uma substância tóxica. Por esse motivo, quando em contato com ele, dedica-se exclusivamente na sua eliminação. Isso faz com que muitos outros processos importantes para o nosso organismo sejam deixados de lado, como a queima de gorduras, absorção de nutrientes e a recuperação muscular.

Quais são os efeitos do álcool no organismo?

Desidratação

Assim que absorvido, o álcool inibe nosso hormônio antidiurético, fazendo com que tenhamos mais vontade de ir ao banheiro fazer xixi e, assim, gerando um rápido processo de desidratação no organismo.

Dessa forma, nosso corpo elimina muito líquido e aumenta a concentração de substâncias que causam danos ao organismo.

Atraso na recuperação muscular

Praticamente, 70% do nosso músculo é composto por água. Como falei antes, o álcool leva a desidratação, o que diminui em até 20% a síntese proteica e, consequentemente, compromete o ganho de massa muscular.

Além disso, os sintomas da “ressaca” no dia seguinte podem atrapalhar a alimentação e o rendimento do treino. Se você deseja ter bons resultados com a musculação, deve evitar o álcool o máximo possível.

Prejudica o emagrecimento

Aquela saidinha da dieta apenas nos finais de semana pode ser o que atrapalha todo seu processo de emagrecimento e impede a perda de gordura. As calorias das bebidas se somam às calorias dos alimentos ingeridos ao longo do dia, podendo ultrapassar facilmente a recomendação diária.

Além disso, o produto da degradação do álcool pode ser utilizado como fonte de energia pelo corpo, contribuindo com a inibição da queima de gordura e estoque na região abdominal.

Liberação do cortisol

Esse também é um dos principais efeitos do álcool no organismo. O consumo da substância pode aumentar a liberação do cortisol, hormônio que é responsável pelo aumento do apetite.

Além disso, em altas doses, ela pode aumentar os níveis de açúcar no sangue, aumentar a pressão arterial e afetar a massa magra.

Teor alcoólico nas principais bebidas consumidas pelos brasileiros

• Cerveja: em torno de 5% de álcool;
• Vinho: aproximadamente 12% de álcool;
• Vodka e Whisky: em torno de 40% de álcool.

Valor calórico por dose de bebida

Cachaça – 1 dose (50ml) = 115 kcal

Cerveja – 1 lata (355ml) = 150 kcal

Champagne – 1 taça (125ml) = 80 kcal

Licor – 1 dose (30ml) = 110 kcal

Vinho doce – 1 taça (150ml) = 210 kcal

Vinho seco – 1 taça (150m) = 130 kcal

Vodka – 1 dose (50ml) = 120 kcal

Whisky – 1 dose (50ml) = 120 kcal

Afinal, existe alguma forma segura de beber álcool?

Bem, não existe. A ciência, hoje, não nos mostra nenhuma forma segura ou não prejudicial à saúde de consumir álcool. Porém, se mesmo assim você optar por fazer uso da substância, veja algumas dicas que ajudam a minimizar os danos:

• Não exagere na dose;

• Hidrate-se antes, durante e após o consumo;

• Evite seu consumo associado a alimentos calóricos e gordurosos;

• Tome um shake proteico após, para evitar o efeito catabólico;

• Descanse e volte à sua rotina de alimentação e treinos.

Agora que você já conhece os efeitos do álcool no organismo e qual o impacto dele no processo de hipertrofia ou perda de peso, que tal compartilhar esse texto? Assim, mais pessoas também terão acesso às dicas.

E não deixe de conferir 5 dicas para emagrecer com saúde e nunca mais engordar. Boa leitura!

Doenças Inflamatórias Intestinais: tratamento através da alimentação

Doenças Inflamatórias Intestinais: tratamento através da alimentação

As doenças inflamatórias intestinais, também chamadas de DII, são patologias que provocam a inflamação contínua de todo ou parte do trato digestivo. Ainda não se sabe bem as causas, mas estudos indicam que essas doenças acometem pessoas com pré-disposição genética e são desencadeadas através de uma reação imunológica causada pelas próprias bactérias que habitam o intestino.

As principais DII são a doença de Crohn e a Colite Ulcerativa, que apresentam sintomas muito parecidos e, até mesmo, podem confundir na hora do diagnóstico inicial. Uma das principais diferenças é que a doença de Crohn pode acometer qualquer parte do trato digestivo, desde a boca até o ânus. Já a Colite Ulcerativa se dá, principalmente, no intestino grosso.

Entre as formas de tratamento, está a alimentação equilibrada e organizada por uma nutricionista. Quer conferir as principais dicas? Continue a leitura!

Principais sintomas das Doenças Inflamatórias Intestinais

Os sintomas das Doenças Inflamatórias Intestinais costumam aparecer de forma lenta e, como são bem parecidos com os de diversas outras doenças, pode levar anos até que se procure atendimento profissional. Isso faz com que a saúde e a qualidade de vida fiquem comprometidas.

Eles podem variar de acordo com a parte do intestino acometida, mas são basicamente dores abdominais, distensão abdominal, diarreia crônica e fezes com sangue. Com isso, também pode haver perda de peso e desnutrição, causando cansaço, sonolência e falta de força.

Em alguns casos, ainda podem haver inflamações em outras partes do corpo, como articulações, olhos, pele, fígado e boca. Inclusive, um dos medos de quem sofre com essa doença é o desenvolvimento do câncer colorretal. A inflamação constante nessa região, favorece a alteração das células do intestino, podendo evoluir para tumores.

Como é feito o tratamento?

As DII são um problema sério e devem ser tratadas com cuidado. As formas de tratamento variam de acordo com a doença e o grau de inflamação, mas os medicamentos mais utilizados são os corticóides, antibióticos imunossupressores e anti-inflamatórios intestinais.

Além dos medicamentos, também fazem parte os fitoterápicos, óleos de peixe, probióticos, dieta enteral e parenteral. E, claro, a alimentação organizada, que é um dos fatores mais importantes do tratamento. Durante a fase de “crise”, que é onde os sintomas estão presentes de forma intensa, é preciso ter uma alimentação bem regrada, para que não irrite ainda mais o intestino e piore o quadro de inflamação.

Alimentos permitidos

  • Carnes magras, peixes e aves sem pele;
  • Arroz branco e macarrão refinado;
  • Pão francês, pão de forma, torradas e bolachas água e sal;
  • Frutas sem casca, como maçã, pera, goiaba, banana;
  • Verduras e legumes cozidos, como chuchu, batata, cenoura, moranga;
  • Leguminosas (feijão e lentilha) somente o caldo;
  • Doces dietéticos, que não contenha açúcar;
  • Ovos;
  • Leite sem lactose;
  • Sal, azeite de oliva, temperos naturais.
  • Água e chás.

Alimentos não permitidos

  • Leite integral, creme de leite, leite condensado, queijos amarelos (muçarela, lanche, parmesão, cheddar), manteiga;
  • Doces, bolos com cobertura ou muito açúcar, chocolates;
  • Verduras folhosas cruas;
  • Frituras;
  • Salgadinhos de pacote;
  • Embutidos: salsicha, mortadela, presunto, salame;
  • Condimentos: ketchup, mostarda, molhos industrializados, pimentas, caldo de carne, temperos prontos.

Dicas rápidas da nutri!

Algumas regrinhas importantes, que contribuem muito com o tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais. Confira!

  • Faça de 5 a 6 refeições diárias, em pequenos volumes;
  • Coma devagar, mastigando bem os alimentos;
  • Beba água nos intervalos das refeições, pelo menos 2 litros ao longo do dia;
  • Evite frituras. Consuma assados, cozidos e grelhados;
  • Evite o consumo de açúcar;
  • Não fume;
  • Pratique atividade física;
  • Utilize óleo em pequenas quantidades para preparar os alimentos, óleo de soja, milho, canola, girassol.

Além disso, não esqueça de procurar uma nutricionista para planejar e organizar sua alimentação ao longo de todo o dia! Se você é de Porto Alegre ou região, clique aqui e agende sua consulta comigo!

Benefícios da uva - Nutricionista em Porto Alegre

Descubra 5 benefícios da uva e as melhores formas de consumi-la

Além de ser um alimento saboroso, a uva e os produtos derivados da uva oferecem muitos benefícios à nossa saúde. O alimento contém grande quantidade de compostos fenólicos, substâncias que protegem e garantem o bom funcionamento do organismo.

Os compostos fenólicos são substâncias químicas presentes em grande parte das plantas utilizadas na alimentação. Esses compostos funcionam como um princípio ativo, exercendo alguma função positiva no nosso organismo. Na uva, encontram-se na casca e nas sementes.

Quer descobrir os principais benefícios da uva e as melhores formas de consumi-la? Então, continue a leitura comigo!

Quais os benefícios da uva?

Antioxidante e anticarcinogênica

A uva é um alimento rico em polifenóis, com destaque para o resveratrol. Os polifenóis são responsáveis pela coloração, acidez e outras características desse alimento, mas o mais importante é que possuem poderosa ação antioxidante no nosso corpo.

Isso faz com que a uva seja capaz de prevenir os danos causados pelos radicais livres, substâncias que danificam as células do nosso organismo.

Previne o desenvolvimento de doenças cardiovasculares

A ação antioxidante da uva ajuda a eliminar o LDL oxidado (colesterol ruim), que se acumula nas paredes dos vasos sanguíneos e causa má circulação. Por isso, o alimento é um aliado contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio.

Previne o envelhecimento

Os radicais livres são substâncias que se formam naturalmente no nosso organismo e aumentam com a ação de alguns agentes, como a poluição do ar, má alimentação, falta de exercício físico e outas condições. Essas reações danificam as células boas do nosso organismo, causando envelhecimento precoce.

Os antioxidantes da uva são responsáveis pela limpeza dessas toxinas.

Melhora o funcionamento intestinal

A uva é rica em fibras insolúveis, que auxiliam na formação das fezes. A ingestão natural de fibras insolúveis melhora o desconforto abdominal e aumenta o trânsito intestinal.

Boa fonte de carboidrato

Os carboidratos fornecem a maior parte da energia que o nosso corpo utiliza para seu correto funcionamento e para as atividades que realizamos no nosso dia a dia. A uva é uma boa escolha de fonte desse nutriente.

Como consumir a uva?

Há diversas maneiras de incluir a uva na alimentação, lembrando sempre que os alimentos orgânicos e naturais (sem adição de açúcar e aditivos químicos) são mais saudáveis e possuem mais nutrientes.

Uma das formas de consumo é através do vinho e do suco integral. Esses dois são considerados alimentos funcionais, já que demonstram efeitos positivos no controle de doenças cardiovasculares.

Uva in natura

Os alimentos in naturasão aqueles consumidos diretamente das plantas, sem que tenham sofrido qualquer alteração após serem colhidos. A fruta, na sua forma natural, conserva todos os nutrientes de forma adequada, sem sofrer qualquer perda. Por isso, é uma das melhores formas de consumo.

Uva passa

As uvas passas são frutas desidratadas por um processo de secagem. A desidratação aumenta o prazo de validade e concentra os nutrientes do alimento, por isso a uva fica mais doce e pode ser utilizada na substituição do açúcar em diversas receitas.

Suco de uva integral

O suco integral de uva é outro alimento muito bom para a nossa saúde, pois contém todos os nutrientes encontrados na uva e, além disso, estão em uma boa concentração. Não esqueça que o suco precisa ser 100% integral, livre de açúcares, conservantes e outros aditivos.

Vinho

O vinho é uma bebida alcoólica produzida a partir da fermentação do sumo de uvas frescas e maduras. A fermentação é feita por leveduras que consomem o açúcar da uva e o transformam em álcool, sendo, assim, dispensável a adição de açúcares, ácidos e enzimas. Mas, cuidado! Por ser uma bebida alcoólica, seu consumo não é indicado para todas as pessoas.

Pronto! Agora você já sabe os principais benefícios da uva e as melhores formas de consumi-la. Que tal acrescentar esse poderoso alimento à sua dieta? Se tiver dúvidas, fale comigo! E não deixe de me seguir no Instagram, para ficar por dentro dos próximos conteúdos de nutrição e saúde!

Celulite: veja quais alimentos previnem e combatem o problema

Celulite: veja quais alimentos previnem e combatem o problema

A Lipodistrofia Ginóide ou celulite, como é popularmente conhecida, é um processo inflamatório que deixa a pele com “furinhos” ou com aspecto de “casca de laranja”. Ela ocorre nas nossas células adiposas, ou seja, nas células que acumulam gordura e aparecem, normalmente, em regiões expostas, como coxas, nádegas e braços.

Mas você sabia que existe como prevenir e tratar esse problema através da alimentação?

A nutrição será uma de suas principais aliadas nisso, afinal participa tanto na manutenção da nossa saúde quanto no cuidado com nossa estética. Desta forma, mantendo uma alimentação de acordo com suas necessidades individuais e rica em frutas e verduras, alimentos integrais e carnes magras você pode combater a celulite!

Mas quais alimentos são esses? Continue a leitura que eu te conto!

Como a celulite se desenvolve?

Primeiramente, precisamos entender que a celulite pode se apresentar de diversas maneiras. Pode ser apenas um problema estético ou, até mesmo, provocar dor. Existem quatro estágios do problema:

  1. Na fase inicial, o aspecto “casca de laranja” só aparece quando há contração dos músculos ou quando a pele é apertada com as mãos.
  2. O aspecto “casca de laranja” surge mesmo sem contração. Nesse caso, ainda pode haver flacidez.
  3. Os “furinhos” começam a ficar maiores. Nessa fase, aparecem nódulos visíveis que doem quando palpados.
  4. Na fase final, estágio mais avançado do problema, aparecem nódulos maiores, dor e ondulamento da superfície cutânea.

Principais causas da celulite

Excesso de estrogênio

O estrogênio é um dos principais hormônios femininos e, quando em excesso no organismo, pode provocar celulite. Inclusive, este é o motivo pelo qual as mulheres são mais suscetíveis a desenvolver o problema.

É por isso, também, que é comum o desenvolvimento de quadros de celulite durante a gravidez, amamentação, menstruação, pré-menopausa e períodos onde há uso de anticoncepcionais, pois nestes momentos o estrogênio costuma estar em alta.

Obesidade e fatores genéticos

A obesidade é uma doença com predisposição genética. Já sabemos que a celulite ocorre nas células de gordura. Então, quanto mais excesso de peso e de gordura localizada, maior a chance de ter o problema.

Má alimentação

Alimentos industrializados, pobres em fibras, com alto teor de sódio, ricos em açúcar e gordura e refinados como a farinha branca, quando consumidos em excesso, causam acúmulo de gordura e, consequentemente, celulite.

Álcool

Bebidas alcoólicas são calóricas. Portanto, quando consumidas em altas doses são diretamente transformadas em gordura pelo nosso fígado. Além disso, promovem a desidratação do nosso corpo, que também contribui para o surgimento de celulite.

Sódio em excesso e toxicidade

O sódio aumenta a retenção de líquido, impossibilitando a eliminação de substâncias toxicas que são excretadas através da urina. O acúmulo dessas substâncias colabora com o surgimento da celulite.

Alimentos que previnem e combatem a celulite

Conforme já mencionei, ter um planejamento alimentar individualizado, com nutrientes calculados e livre de gorduras ruins, açúcares e sódio em excesso, é a melhor forma natural de acabar com a celulite ou prevenir-se dela. Confira alguns alimentos essenciais da dieta!

Alimentos anti-inflamatórios

A obesidade e a celulite são processos inflamatórios. Alimentos como linhaça, óleo de peixe, folhas verdes, chia, gengibre, cúrcuma, azeite extravirgem, abacate, amêndoas, nozes e o alho auxiliam na redução desses processos.

Alimentos antioxidantes

Suco de uva integral, frutas cítricas (laranja, limão, goiaba), frutas vermelhas, cacau, canela, chá verde, mirtilo, morango, amora e castanha do Pará são alimentos ricos em antioxidantes que promovem a limpeza do nosso organismo, eliminando substâncias que atrapalham o bom funcionamento.

Alimentos integrais

Os alimentos integrais demoram mais para serem digeridos e absorvidos. Com isso, liberam aos poucos a glicose no sangue, possibilitando o aproveitamento de forma correta pelo nosso organismo e evitando acúmulos.

Hidratação

Beba água! A maior parte das toxinas são eliminadas através da urina, por isso a hidratação é fundamental no processo de “limpeza” do nosso organismo. Além disso, tem participação da reconstrução de músculos, diminui o inchaço e melhora a circulação e a absorção dos nutrientes.

Dica extra: atividade física!

Além da alimentação, a atividade física também é importante. Ela melhora a circulação sanguínea, diminui a retenção líquida e promove a redução de gordura. Atividades como musculação aumentam a quantidade de músculos no corpo, o que deixa a pele mais esticada e com a aparência melhor.

Alimentos que devem ser evitados

Na contramão dos bons alimentos, existem aqueles que você deve passar longe se quer eliminar a indesejável celulite ou os riscos de tê-la. Olha só!

Frituras imersas

Batata frita, aipim frito, ovo frito e preparações à milanesa.

Doces

Bolos, tortas, cupcake, pirulitos, balas, chocolates, sorvetes e docinhos de festa.

Carnes processadas e embutidos

Salame, mortadela, bacon, salsicha, linguiça e hambúrguer congelado.

Industrializados

Macarrão instantâneo, comidas prontas congeladas, refrigerantes, sucos de caixinha/pacote, biscoitos, salgadinhos de pacote, caldo de carne/galinha e molhos prontos.

Refinados

Farinha branca, arroz branco, açúcar refinado e pães brancos.

Alimentos gordurosos

Queijos amarelos, leite e derivados integrais, pizza, cachorro-quente e hambúrguer.

Quer mais dicas de como a alimentação pode ajudar a combater e prevenir celulite e outros problemas de saúde? Então, me segue no Instagram ou Facebook e saiba tudo em primeira mão!